Serviços bancários
DOC e TED: saiba mais sobre essas transferências entre bancos
A partir de maio deste ano, clientes de banco podem realizar TEDs (Transferências Eletrônicas Disponíveis) com valor mínimo de R$ 3 mil. Até então, só era possível transferir recursos em tempo real a partir de R$ 5 mil.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), antes das TEDs, lançadas juntamente com o novo SBP (Sistema Brasileiro de Pagamentos) há oito anos, os clientes contavam com os DOCs e os cheques para efetuar transferências entre bancos. Cada um desses meios, por sua vez, tem suas particularidades e, dependendo do objetivo, pode ser o mais adequado.
Você sabe o que são e quando deve optar por um e por outro meio de transferência?
TED ou DOC
As TEDs servem, por exemplo, a quem deseja realizar operações com valores mais elevados, já que não apresentam um limite máximo. Além disso, este é um meio mais rápido para transferir recursos, pois, como não há necessidade de a operação passar pelo sistema de compensação dos bancos, o dinheiro fica disponível no mesmo dia, desde que o emitente tenha saldo na conta.
Com a redução do limite mínimo para R$ 3 mil, a Febraban espera que o número de TEDs processadas por dia aumente de 279 mil para 335 mil.
Já o DOC (Documento de Ordem de Crédito) é indicado para quem quer realizar transferências bancárias de valores mais baixos. No entanto, diferentemente da TED, o dinheiro é liberado apenas no dia útil seguinte ao do processamento da operação, já que desta vez ela passa pelo sistema de compensação, ou seja, passa primeiro pelo banco da pessoa que realizou a transferência para depois chegar ao banco de quem vai receber o dinheiro.
Os dois meios só apresentam em comum o preço cobrado para efetuar a transação. De acordo com o Star (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros) da Febraban, considerando-se os oito maiores bancos do País, tanto para TED como para DOC, as cobranças variam de R$ 13,40 a R$ 13,50, no atendimento presencial, e de R$ 7,50 a R$ 8, nas operações realizadas em terminais de autoatendimento ou pela internet.
Outras formas de transferência
Além dos meios eletrônicos, o cliente pode usar o cheque para transferir recursos a outros bancos. Não há limite de valor nem cobrança de tarifa para esta operação, mas a liberação do dinheiro pode ser ainda mais demorada. Se for superior a R$ 300, a folha vai para o sistema de compensação e o dinheiro só cai na conta do credor dois dias úteis depois. Se for abaixo de R$ 300, demora três dias.
Essa opção também envolve mais riscos, já que, se o emitente da folha não tiver saldo em conta ou se houver alguma rasura ou problema com a assinatura, o cheque volta, postergando ainda mais a transferência do valor.
Vale lembrar que os meios citados se referem às transferências entre diferentes bancos. Para transferir dinheiro de uma conta para outra, mesmo que para CPFs diferentes, mas em uma mesma instituição, normalmente não há taxas e o dinheiro entra na conta no mesmo dia. Vale ficar atento, apenas, aos limites diários, principalmente para transações feitas pela internet e telefone.

